La Boquinha


Dialogo.
setembro 5, 2013, 4:15 pm
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“Não sou dos que cultuam Flaubert e, no entanto, se me garantem que, segundo sua própria afirmativa, ele quis, com Salammbô, apenas “dar a impressão do amarelo” e, com Madame Bovary, apenas “fazer algo que tivesse a cor do mofo daqueles cantos onde nascem tatuzinhos”, pouco se importando com o resto, preocupações assim, acima de tudo extraliterárias, me predispõe ao seu favor. A luz magnífica dos quadros de Coubert para mim é a da Place Vêndome, no momento em que a coluna caiu. Hoje, se um homem como De Chirico consentisse em revelar integralmente e, desnecessário dizer, sem arte, penetrando nos mais ínfimos, bem como nos mais inquietantes detalhes, tudo o que fez agir no passado, que grande passo não teria feito avançar a exegese!” André Breton em “Nadja”.

“Mesmo sendo o cinema um instrumento de representação que se tornou um dos maiores modos do poder de mostrar, ele não perde a capacidade de designar o não visível como condição e sentido do visível, se opondo desta forma, ao postulado de uma visibilidade generalizada”. Jean Louis comolli em “Ver e poder”.

“Glórias são acontecimentos tão pequenos, tão finos, e sutis, que passam pelos furos microscópicos da rede que a memória estende para capturar seus objetos. Não retidas pelo filtro, perdem-se do outro lado, na escuridão e na não existência de fato. Vão ter o mesmo destino que substâncias consideradas irrelevantes na análise de uma fórmula. E fazem companhia aos imateriais em geral, aos fluidos indeterminados, e äs radiações de fundo.” Arthur Omar em “Antropologia da Fase Gloriosa”.



julho 15, 2011, 2:44 am
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As cadeiras de cinema enquanto nossas mentes mentem e assaltam a geografia, permanecem sentadas segurando o peso dos nossos corpos estáticos. As LaBoquinhas não, se a elas não foi permitido suportar os corpos de mentes distantes- se o filme for bom, lógico- elas também se removem de acordo com o grande filme da vida. Elas giram, elas giram por aí. Tem gente desenhando braços e pernas, couros e pontos de costura. Tem delas em quartos escuros, esquecidas- e essas, por favor, give-me back. Algumas são conservadoras e não permitem que se arranque delas a memória que traz o chicletes entranhado na madeira. E tem as lá de casa, infantis… Enquanto fazemos cinema não deixamos de pensar nelas um instante e de projetá-las sentadas em algum sonho a se realizar. Viva as LaBoquinhas, mais lindas do que ontem, sempre.



Para Elizabete Martins Campos
outubro 18, 2010, 11:54 am
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” CABE AO ARTISTA DESOPRIMIR O CORPO O SUJEITO PERCEBER O INDIVÍDUO A SOCIEDADE

SER ENGAJADO CONSIDERAR AS IMPLICAÇÕES SOCIAIS ECONÔMICAS POLÍTICAS CULTURAIS

MIDIÁTICAS SIMBÓLICAS ATENDER ÀS DEMANDAS DE UMA SOCIEDADE CARENTE DE BELEZA

E POESIA PROBLEMATIZAR O PROCESSO DE CRIAÇÃO E A MEDIAÇÃO COM O PÚBLICO CRIAR

OBRAS ABERTAS EM QUE HAJA ESPAÇO PARA UMA RELAÇÃO DIALÓGICA COM O OUTRO ASSUMIR

UMA POSTURA CRÍTICA E AMBIVALENTE FILIAR-SE A PARTIDOS POLÍTICOS DESISTIR;

CABE AO ARTISTA NEGAR A RESPONSABILIDADE O PASSADO A COVARDIA SER MÁRTIR

ICONOCLASTA IMORAL CONVICTO COMERCIALIZAR A OBRA EM NÍVEL NACIONAL INTERNACIONAL

EXPANDIR FRONTEIRAS NEGAR A SIGNIFICAÇÃO ABRIR MÃO DE LUCRO EM PROL DE SEU PAÍS E

DA ECONOMIA GLOBAL PLAGIAR SE PREOCUPAR COM A LEITURA DE SEU TRABALHO

PRESTAR CONTAS DOS INVESTIMENTOS PÚBLICOS RECEBIDOS SUBLIMAR O AUTOR;  (…)  “

Clarissa Diniz

Daniela Castro

Kamilla Nunes

Pablo Lobato

TATUÍ 10



agosto 17, 2010, 1:42 pm
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O projeto cinematográfico “Elza Soares – A Voz do Brasil”, de Elizabete Martins Campos, evoca Elza da Conceição Soares, atriz-personagem que surge de um desejo inesgotável de filmar e ser filmado. Arquétipo de um novo estilo de documentário, tem a narrativa construída não apenas por um modo de se contar uma história, mas por uma cumplicidade entre autor- personagem do aqui e agora: Elza se entrega à filmagem como uma experiência.

Nesta construção narrativa o conjunto corpo-fala-experiência garante a potência do diálogo entre-dois (ficção e real) do cinema,  capaz de produzir um efeito de verdade inegável. A história de sua personagem e seu envolvimento direto com a câmera fornece um novo objeto de conhecimento, percebido por um olhar atual, intimista, capaz de estabelecer relações da personagem com territórios imagéticos, universos culturais.

Por se tratar de uma mulher multiforme, que se caracteriza por não cristalizar conceitos, territórios ou época, o filme passa a considerar tais características na sua própria concepção estética e opção narrativa, gerando um esforço para que o corpo filmado se legitime como ideia.

Corpo filmado representa o sujeito Elza cujo canto e fala se desdobram no tempo real da tomada. Sua entrega à câmera gera uma libido pulsante: desejo de criar, cantar, falar, de jogar o jogo do plano sequência. Provoca e simultaneamente registra, realizando o Cinema como construção, assim como as muitas paisagens reveladas pela vida e o corpo (ferido, porém inoxidável).

“…Eu respiro música, como música, durmo música..”

A música conduz essa voz. A voz conduz a obra e se alia à busca por um dos elementos mais caros ao cinema: o ritmo. É genuína a relação de grandeza da obra com a pressão rítmica nela percebida. O ritmo potencializa nossa relação com a imagem, expandindo-a. A arte é natural desse universo humano profundo, como as águas meditativas de Lynch.

Se há em tudo a beleza da verdade aqui se opta por revelá-la mediante a voz e a força de Elza Soares.



Elza por Fernando Luz
julho 20, 2010, 4:08 am
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Ela tem armadura, suas raízes são expansivas, traz na voz, na vida, poética, estética. O cinema agradece!



Meio Ambiente Lógico! A luz que ordena. Sobre preencher espaços negativos.
julho 18, 2010, 1:28 am
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” Porque é verdade que aquilo que chamamos paisagem se desenvolve em torno de um ponto, em ondas ou em vagas sucessivas, para voltar a se concentrar sobre esse único objeto, reflexo no qual vêm se dar, ao mesmo tempo, a luz, o odor ou a melancolia” Anne Cauquelin_ A Invenção da paisagem

“Projection

The Oker River is transformed into a screen on which contemporary art is projected. At the same time, some of the artists utilize the water as a mirror in which their work is quite literally reflected. Thus individual works in the form of a still life are represented again in this year’s light trail, but also, for the first time, serial elements, which define the course of the river through the city, use light to provide orientation for the observer, and simultaneously display the multifacetted nature of the urban landscape. Like its predecessors, this trail aims to be more than an exhibition – it also seeks to improve the quality of the urban space as an expression of cultural policy.”

 

 http://www.braunschweig.de/lichtparcours2010en/home.html#concept.html



Foto e pintura, sonho e realidade
julho 16, 2010, 12:07 pm
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» News / por Zupi
Ao misturar fotografias com suas ilustrações digitais, o designer russo Tebe Interesno cria uma espécie de realidade paralela, onde criaturas espaciais regam nuvens, monstros enfrentam policiais, grafiteiros pintam um arco-íris e peixes cruzam o céu de alguma cidade. Confira seu onírico trabalho:
http://www.zupi.com.br/index.php/site_zupi/view/foto_e_pintura_sonho_e_realidade/