La Boquinha


Dialogo.
setembro 5, 2013, 4:15 pm
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“Não sou dos que cultuam Flaubert e, no entanto, se me garantem que, segundo sua própria afirmativa, ele quis, com Salammbô, apenas “dar a impressão do amarelo” e, com Madame Bovary, apenas “fazer algo que tivesse a cor do mofo daqueles cantos onde nascem tatuzinhos”, pouco se importando com o resto, preocupações assim, acima de tudo extraliterárias, me predispõe ao seu favor. A luz magnífica dos quadros de Coubert para mim é a da Place Vêndome, no momento em que a coluna caiu. Hoje, se um homem como De Chirico consentisse em revelar integralmente e, desnecessário dizer, sem arte, penetrando nos mais ínfimos, bem como nos mais inquietantes detalhes, tudo o que fez agir no passado, que grande passo não teria feito avançar a exegese!” André Breton em “Nadja”.

“Mesmo sendo o cinema um instrumento de representação que se tornou um dos maiores modos do poder de mostrar, ele não perde a capacidade de designar o não visível como condição e sentido do visível, se opondo desta forma, ao postulado de uma visibilidade generalizada”. Jean Louis comolli em “Ver e poder”.

“Glórias são acontecimentos tão pequenos, tão finos, e sutis, que passam pelos furos microscópicos da rede que a memória estende para capturar seus objetos. Não retidas pelo filtro, perdem-se do outro lado, na escuridão e na não existência de fato. Vão ter o mesmo destino que substâncias consideradas irrelevantes na análise de uma fórmula. E fazem companhia aos imateriais em geral, aos fluidos indeterminados, e äs radiações de fundo.” Arthur Omar em “Antropologia da Fase Gloriosa”.

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